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O FERREIRO E O DEMO

Autores: Nagore Fernández e David Sabucedo


Historia Orballo nº2: O ferreiro e o demo (Capítulo 55 do Programa Orballo)

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Imaxe do filme Errementari, el herrero y el diablo (2017)

 

No mes de outubro a plataforma dixital Netflix estrenou o filme Errementari, El herrero y el diablo, estrenada en 2017 e dirixida por Paul Urkijo, sendo este o seu primeiro largometraxe. Para elo inspirouse no seu conto da infancia favorito, Patxi Errementaria, un conto tradicional vasco recollido no século XX. Mais, ¿sabías que esta historia foi recollida tamén en Galicia un século antes? ¿e que ten relación ca celebración de Halloween?

 

 

Facismo e Capitalismo: A barbarie que nace da barbarie.

Autor: Paulo Vila


 

Nos últimos anos podemos observar tanto na Europa coma na Latinoamérica como o auge do fascismo está a converter-se numha ameaça tam perigosa que sería umha irresponsabilidade ignorá-la.

Após dous anos, em práticamente todos os países europeus, os fascistas começárom a reorganizar-se em partidos políticos, participar nas tertúlias políticas nos meios de des-informaçom da burguesia, empregando um discurso ultranacionalista, racista e xenófobo e incluso chegando a alcançar o poder político em alguns países.

Países coma Suécia, o partido nazi (Demócratas Suecos), Grécia (Aurora Dourada) ou na França (Frente Nacional), as forças reacionárias estam às portas do governo, na Alemanha (Alternativa para Alemanha), os fascistas manifestan-se nas ruas contra os inmigrantes, fomentando o ódio contra este coletivo e chegando a efetuar açons violentas contra eles. Noutros países coma Hungría, Polónia e Itália os partidos de ultradireita avançam também com força.

Mas o caso máis destacável na Europa é o de Ucránia, onde os nazis levam no poder dende o 2014 mediante um golpe de estado apoiado pola UE e os EUA. Neste país o Partido Comunista está ilegalizado e assassinam-se antifascistas, enquanto o resto de países olham face outro lado.

Do mesmo jeito acontece em Latinoamérica onde em países como o Brasil, o candidato de ultradireita e ex-militar, Jair Bolsonaro, pode chegar a converter-se em presidente.

É a propia democracia burguesa e o capitalismo os que conducem inevitavelmente a reaçom e ao fascismo. Podemos comprobar na maioría de países europeus, como os fascistas organizan-se (amparados polas forças repressivas e financiados polos própios Estados) atingindo rápidamente o aceso aos meios de comunicaçom burgueses, introducindo um discurso falso para dividir a classe operária e assim obter representaçom nas instituçons burguesas.

No Estado espanhol o fascismo nunca se foi, seguiu no poder após o lavado de cara na “transiçom” com a cumplicidade do PSOE e do PCE. Mantivo-se presente no poder judicial, legislativo, nos altos mandos das forças armadas, nas forças repressivas, nos meios de comunicaçom, na hierarquia católica, etc.

Após a “transiçom” o fascismo estivo durante décadas à expetativa, nom necessitava mostrar a sua natureza já que estava relativamente cómodo. Embora no atual contexto marcado polo questionamento da monarquía e avanço do independêntismo na Catalunha, o Estado espanhol, perante esta ameaça, fomenta de novo esse fascismo latente, tanto a nivel institucional (viragem de extrema-direita do PP, neofalangismo laranja ou VOX), coma nas ruas, onde as hordas fascistas co apoio das forças policiais golpeiam a manifestantes ou atacam as sedes dos partidos indepedentistas com total impunidade.

Enquanto, a «esquerda» reformista segue instalada na institucionalidade, como se nada acontece-se. Dende a irrupçom da “nova política” nas Cortes Espanholas, valeirou as ruas promovendo o falso relato que é possível democratizar umhas instituçons pertencentes a burguesia, abandonou a linguagem “revolucionária” por umha  linguagem trasversal e postmoderna e é responsável de que espaços que históricamente pertencem ao movimento operário rematem nas maos do fascismo.

É pois a socialdemocracia com o seu falaz discurso de reformar o sistema criminal capitalista, quem abre as portas aos fascistas após os seus estrepitosos e anunciados fracasos.

Desmascarar ao reformismo e a socialdemocracia é umha tarefa tam importante, para as forças revolucionárias, como é combater o fascismo nas ruas de forma permanente, sem vacilaçons, nem dúvidas.

Ante a perigosa deriva reacionária do Estado Espanhol, dende a esquerda revolucionária, consideramos prioritário a articulaçom dum bloco popular antifascista para fazer-lhe frente a besta fascista de maneira eficaz, mas nom para defender a ditadura do capital, nem a democracia burguesa, senom co objectivo de contruir umha alternativa socialista ao capitalismo.

A luita contra o fascismo deve ir ligada a luita contra o sistema capitalista. Eis a causa pola que, ao nosso juízo, entendemos que deve ser de máxima importância a creaçom dum espaço de luita anticapitalista e anti-imperialista.

“¿De que serve dizer a verdade sobre o fascismo que se condena, senom se di nada sobre o capitalismo que o origina?” Bertolt Brecht